sábado, 29 de outubro de 2011

Hare Krishna!

Hare Krishna
Hare Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama
Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare

Durante um final de semana era isso que ouvíamos o dia e a noite inteira. Pessoas entoando o maha-mantra (Grande Canto para a Libertação) incessantemente, na busca de se aproximar do deus Krishna.

A convite de um colega do Chris (alemão que mora comigo) quatro gringos passaram um final de semana na sede internacional da ISKCON (International Society for Krishna Consciousness), em Mayapur. Os malucos dispostos a essa viagem eram Chris (Alemanha), Mario (Alemanha), Erick (Brasil) e eu.
O complexo fica a poucas horas de viagem de Kolkata, onde gastamos cerca de 20 rúpias (R$0,71) cada, de trem.
Não tinha conforto algum, ficamos cerca de duas horas e meia de pé, sempre muito apertados (Índia né, fazer o que...).

Abaixo uma foto da viagem de trem

Antes de chegar a Mayapur passamos uma noite na casa do amigo do Chris, que fica numa pequena vila.
Exatamente como uma cidade pequena no Brasil, sem nada para se fazer mas com muita tranquilidade, bem diferente da movimentada Kolkata. Foi um ótimo começo de viagem.

Às 4 da manhã seguinte acordamos e pegamos mais duas horas de trem até Mayapur. É uma outra vila, muito simples e também sem nada demais, que só existe porque é uma passagem do continente até a ilha Dep (Gota), onde fica o centro da ISKCON.

Para se chegar até a ilha tivemos que pegar um barco até a ilha: 2 rúpias (R$0,07) por pessoa.

Abaixo segue uma foto do barco

Ok. Depois dessa viagem toda chegamos finalmente ao centro ISKCON.
Segue abaixo a entrada do lugar.


Lá arrumamos nosso quarto, tomamos banho e fomos primeiramente ao templo dedicado a Abhay Charanaravinda Bhaktivedanta Swami Prabhupada (ou simplesmente Prabhupada), que foi o fundador e maior disseminador do movimento Hare Krishna no mundo. É um templo lindo, com uma abóbada gigantesca com um mosaico muito detalhado. Também há uma explicação sobre a vida e o trabalho de Prabhupada.
Uma pena que fotos são proibidas, então fica na memória de quem foi lá.

Depois fomos almoçar.
Comer na Índia é sempre uma história a parte, mas vou resumir como funcionam as coisas dentro de ISKCON: custa 50 rúpias (R$1,74) por refeição, você senta no chão e come com as mãos. Os devotos passam servindo comida numa velocidade absurda, pois sempre são centenas de pessoas para serem servidas. Eles só param de servir quando pedir. Ah, vale lembrar que a comida é bem apimentada, mas muito boa, mesmo sendo para várias pessoas.

Não pudemos deixar de tirar uma foto do refeitório.

Eram uns cinco corredores desse, só para se ter uma idéia.

Depois da boa comida, o amigo do Chris nos chamou para um passeio de barco (30 rúpias ou R$1,04), onde iríamos fazer orações para o rio Ganges.
A ligação entre os adeptos ao movimento Hare Krishna e a água é muito forte; a deidade Vixnu tem forte ligação com a água e Krishna é uma das dez incarnações de Vixnu.
Lá conhecemos uma família de búlgaros, que se mudaram para ISKCON e estava planejando ficar por lá um ano, como devotos e fazendo serviços dentro do complexo.
A família era composta pelo casal e dois filhos pequenos, todos devotos a Krishna.
Assim que partimos o casal começou a entoar o mantra enquanto utilizavam de instrumentos de percussão, como um tambor e pequenos pratos. O barco parou no meio do rio e então fizemos as oferendas ao rio, jogando flores.

Seguem abaixo algumas fotos do rio e do barco
É, o por do sol no rio, indescritível.

Foto dentro do barco, enquanto os búlgaros cantavam o maha-mantra.

Tivemos direito a uma pequena surpresa ainda no barco, mas não vou postar no blog, haha.

Quando voltamos haviam alguns europeus (o complexo ISKCON possui tanto indianos quanto europeus) tocando e dançando na entrada do templo:


Quando voltamos, fomos descansar nos quartos e se preparar para as orações no templo principal.
Não vou entrar em detalhes porque não podíamos levar nada para lá, mas posso dizer que as os devotos entram em um tipo de êxtase, cantando o mantra e dançando com grande entusiasmo.

Na segunda-feira cedo, no início do Durga Puja em Kolkata, encaramos mais quatro horas de trem e voltamos para Kolkata.

Assim termina o fim de semana em Mayapur.
Logo mais postarei sobre Diwali, o festival das luzes, o qual é o maior festival da Índia.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Durga Puja!

Hoje resolvi postar sobre o maior festival de Kolkata, o Durga Puja!

Como turista foi uma loucura, Kolkata já tem muita gente, mas durante o Durga Puja vem gente do país inteiro por causa do festival.

A história é a seguinte:
Durga Puja é um festival celebrado pela religião Hindu, que é muito importante para a sociedade Bengali ( que fica principalmente no estado de West Bengal.) Como a capital do estado é Kolkata a cidade fica super movimentada durante o festival. A prepação é de meses antes. Os indianos dizem que é como o carnaval do Rio, mas isso porque eles nunca foram para o Brasil, haha.

São instalados milhares de pandals por toda a cidade, bloqueando pequenas ruas, fazendo filas de 3 ou 4 horas só para ver os pandals por dentro.
Pandal é uma construção temporária para o festival (como um templo), feito para decorar e celebrar o festival. Antigamente era só um templo temporário, mas hoje há uma competição, com um premio de 500mil rúpias (R$17000,00 mais ou menos). Isso faz com que sejam criados pandals gigantescos e muito bem trabalhados.

A parte religiosa da história
São cinco dias de festival, com a cidade parada nos primeiros quatro dias. No quinto dia as estátuas feitas para o festival são jogadas no Ganges. É interessante que eles fazem as estátuas de materiais bio degradáveis,  ganhando reconhecimento internacional pela consciência ambiental.
Durga Puja comemora a chegada da deusa Durga com seus filhos para a casa de seus pais, depois voltando para se encontrar com o deus Shiva no Dashami. Também é o festival que celebra a vitória do bem (Durga) sobre o mal (Mahishasur, o demônio).
As estátuas encontradas nos pandals são de Ganesh, Kartrick, Jaya e Bijaya e da deusa Durga no centro.
Também as vezes há da deusa Shiva (a explicação disso é uma zona e se alguém tiver interesse pesquise mais a fundo).

Agora, as fotos do festival com o pandal vencedor de 2011.
O pandal vencedor desse ano.

Mesmo lugar, mas a noite...

Durga, Ganesh, Kartrick, Jaya e Bijaya.

Shiva, dançando a dança que destruiria o universo.

Quando der vou postando mais coisas.

sábado, 15 de outubro de 2011

Começando....

Índia.
Agora bate mais ou menos um mês aqui, ainda não deu para se acostumar totalmente não.
O trânsito loucura, as pessoas que não falam minha língua, centenas de lojinhas nas ruas vendendo de tudo, cheio de gente muito pobre pedindo dinheiro.
Músicas estranhas o tempo todo nas ruas. Comidas super apimentadas, vegetarianas e estranhas o tempo todo.
Andar de onibus, metros lotados ou auto-rickshaws com motoristas completamente insanos.

Isso é a Índia. Uma mistura de tudo, feito de uma forma que só indiano mesmo compreende.
Com um olhar mais apurado você vê que todos estão sempre sorrindo, as pessoas falando alto riem o tempo todo, as comidas estranhas na verdade são maravilhosas.

Nesse blog eu decidi postar o que eu estou fazendo aqui, viajando, conhecendo lugares, etc.
Ao mesmo tempo vou postando algumas curiosidades da cultura indiana e da minha cidade, Kolkata.
Sempre que der vou colocar fotos e videos também.

Primeira foto, logicamente das ruas mais loucas que eu já vi:



Ah, tem dois intercambistas aí. Dois alemães, haha.